5 Tipos de acompanhantes ao longo da história da humanidade

Postado por Canallove em Acompanhantes
acompanhantes ao longo da história

Como as acompanhantes mudaram ao longo da história?

Embora hoje em dia as pessoas que se dedicam à prostituição (acompanhantes de luxo) sejam — quase sempre — marginalizadas, nem sempre a atividade foi vista como o produto da falta de oportunidades ou de circunstâncias desfavoráveis.

Na verdade, conforme você verá nos exemplos a seguir, a profissão mudou bastante ao longo da História e, em alguns casos, as profissionais do sexo chegaram a ser incrivelmente influentes e respeitadas. Confira:

1 – As Auletrides da Grécia Antiga

Embora muitas mulheres tenham se dedicado à prostituição ao longo da história grega, entre as mais ilustres, sem dúvida, estavam as Auletrides. Elas exerciam suas atividades e pagavam impostos ao Estado como qualquer trabalhador, e sua profissão envolvia muito mais do que apenas oferecer sexo aos seus clientes.

Muitas Auletrides eram talentosas ginastas, acrobatas, cantoras e até esgrimistas; portanto, além de serem contratadas para “agradar” aos homens, era comum que elas fossem chamadas para realizar apresentações em festivais públicos e inclusive cerimônias religiosas. Essas mulheres podiam receber pequenas fortunas por seus trabalhos e, no geral, eram respeitadas em sua época — tanto que muitas foram imortalizadas pela arte e pela literatura.

2 – Os Tellaks do Império Otomano

Como você sabe, a prostituição não é uma atividade exclusivamente feminina, e ao longo da História existiram exemplos de rapazes que também se dedicaram à profissão, como é o caso dos Tellaks do Império Otomano. Eles surgiram com a popularização dos banhos turcos durante o século 15 e eram jovens garotos empregados para ajudar a banhar e massagear os frequentadores — e, às vezes, agradá-los sexualmente.

Os meninos eram bem pagos pelos seus serviços e podiam guardar todo o dinheiro que ganhavam. Como a sodomia era proibida na época, os tellaks encontravam formas alternativas de satisfazer os clientes, e muitos inclusive acabavam se envolvendo emocionalmente com os frequentadores dos banhos turcos.

Com a queda do Império Otomano, os jovens tellaks foram substituídos por atendentes adultos — e as atividades de cunho sexual desapareceram por completo. No entanto, até hoje o termo “hamam oglani” (ou algo como “menino do banho”) é usado pejorativamente na Turquia em referência aos homossexuais.

3 – As cortesãs da Itália renascentista

Durante o período renascentista, as cortesãs italianas desfrutaram de uma liberdade e de um estilo de vida aos quais poucas mulheres da mesma época puderam aspirar. Ao contrário da maioria, que só tinha acesso à educação se fosse enviada a conventos pela família, as cortesãs podiam estudar livremente e ainda conseguiam conquistar o mesmo tipo de estabilidade e segurança que as mulheres casadas — enquanto exploravam a própria sexualidade.

Veronica Franco, famosa cortesã veneziana

Não é à toa que as cortesãs eram consideradas por muitos como as mulheres mais bem educadas de sua época, e sabe-se que, além de oferecer sexo, elas podiam discutir temas como diplomacia, poesia e filosofia com seus clientes e amantes. Aliás, algumas delas se tornaram tão influentes que chegaram a afetar a política ao compartilhar suas opiniões com homens poderosos.

4 – As Oiran do período Edo no Japão

As gueixas, ao contrário do que muita gente pensa, não eram acompanhantes, mas sim mulheres treinadas especialmente para entreter o público masculino.

Na verdade, não é segredo que algumas gueixas faziam sexo com seus clientes — e que diversas acabaram se tornando amantes e protegidas de figurões poderosos —, mas a função de agradar aos homens sexualmente era mesmo das Oiran.

As Oiran eram as acompanhantes mais requintadas do período Edo — que se estendeu entre os séculos 17 e 19 —, quando a atividade ainda não era considerada ilegal no Japão. Essas mulheres eram respeitadas, geralmente se vestiam com uma elaborada vestimenta e se comunicavam de maneira extremamente formal; portanto, era comum que elas fossem chamadas para “agradar” aos homens da nobreza.

5 – As Ganika da Índia

Ao longo de sua História, a Índia reconheceu nove classes diferentes de acompanhantes, que incluíam Kumbhadasi, Paricharika, Kulata, Sawirini, Nati, Shilpakarika, Prakashavinashta, Rupajiva e Ganika — sendo que as que pertenciam a esse último tipo estavam no topo da hierarquia da profissão.

Isso porque, enquanto muitas das mulheres que pertenciam às demais classes praticavam a prostituição por pertencerem a determinadas castas ou por serem forçadas pelos próprios maridos para conseguir uma renda extra, as Ganika precisavam dominar 64 modalidades diferentes de artes — como pintura, música, poesia e artes teatrais — antes de exercerem suas atividades sexuais.

Além disso, ao contrário de acompanhantes de classes inferiores, que muitas vezes eram obrigadas a viver em bordéis, as Ganika podiam conquistar posições de destaque em cortes reais e residir em confortáveis casas — e até contar com serventes à sua disposição.

Ademais, além de serem apreciadas por sua beleza, seus talentos e seu conhecimento refinado as tornavam respeitadas o suficiente para acompanhar seus amantes em festas e eventos públicos.

 

Artigo publicado originalmente no Megacurioso


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